ENDOSUL - Simpósio Tireoide reuniu especialistas no Endosul 2017 - clique aqui e leia mais

06 de agosto de 2017

Na programação da manhã de sábado também ocorreram palestras teórico-práticas

 

O Simpósio Tireoide, mediado pelo diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional – Paraná (SBEM-PR), Cleo Mesa, com participação dos médicos paranaenses Hans Graf e Gisah Amaral e Ana Luiza Silva Maia, do Rio Grande do Sul, aconteceu na manhã de sábado, apresentando novidades em tratamentos e medicamentos. Também durante a manhã ocorreram quatro oficinas teórico-prática com participação de especialistas do Paraná, Santa Catarina e São Paulo.

 

O professor Hans Graf, chefe do setor de Nefrologia do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR), abriu a programação do Simpósio Tireoide com a palestra “Abordagem prática dos dilemas na doença nodular da tireoide: lesão de significado indeterminado, BMN e seguimento de nódulos benignos”. Graf sugere a observação de acordo com a estratificação de risco podendo passar pela observação normal, por ecografia, a repetição de exames até a possibilidade de intervenção podendo ser por alcoolização, ablação térmica, rádio, iodo e T4.

 

O uso de equipamento de rádio frequência foi uma das novidades comentada pelo especialista. “A utilização de rádio frequência introduz uma agulha no nódulo que provoca agitação iônica e em consequência uma necrose. É pouco utilizada ainda no Brasil, pois exige equipamento com custo alto. Com uma única sessão consegue fazer redução no volume do nódulo tratado”, explicou. Hans Graf ainda comentou a respeito de um estudo feito na UFPR sobre tratamento com iodo radioativo onde foi possível concluir que sua ação continua nos anos seguinte ao tratamento.

 

Na palestra ”Câncer diferenciado de tireoide: tratamento e seguimento”, Gisah do Amaral, professora adjunta do Departamento de Clínica Médica do Setor de Ciências da Saúde da UFPR, vice-chefe do Setor de Endocrinologia e Metabologia do Hospital de Clínicas da UFPR, falou dos objetivos da terapia inicial que são evitar e reduzir o risco de morbidade. A partir do caso clínica de uma paciente com 54 anos, a especialista discorreu sobre o tratamento ressaltando a importância em analisar a invasão muscular e presença de linfonodos, entre outros aspectos. “Tem que acompanhar o paciente com ecografias, exames. No paciente com carcinoma o tratamento deve ser individualizado, com calma para pedir exames, com calma para decidir dosagens, com calma para decidir sobre intervenção ou não”, recomendou Gisah Amaral.

 

Ana Luiza Silva Maia professora titular de endocrinologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), apresentou a palestra “Carcinoma medular de tireoide: da ciência básica para a clínica”. A médica abordou o avanço na biologia molecular e celular no tratamento do carcinoma. “Ao identificar as mutações do gene causador do carcinoma podemos indicar o tratamento de acordo com a mutação. Os dados do diagnóstico molecular estão cada vez mais consistentes”, afirmou. “O conhecimento da biologia molecular e celular permitiu desenhar moléculas para atuar diretamente com tratamento mais efetivo do que os tratamentos conhecidos”, completou.

 

A médica também falou dos tratamentos com medicamentos que contribuem para inibir a progressão da doença. “Existem drogas efetivas em diminuir o risco de progressão da doença, mas não em aumentar a sobrevida. É preciso ter cuidado, pois apresentam efeitos colaterais. E por isso é necessário avaliar o tamanho do nódulo, a história médica do paciente, a tolerância aos fármacos e riscos, para então decidir o momento adequado para o uso dos medicamentos”, destacou Ana Luiza Silva Maia.

 

Após o simpósio aconteceram as seguintes oficinas teórico-prática: “Hipoglicemia e outros marcadores de risco cardiovasculares: aplicação prática” com Wilson Eik e José Faria Neto; “A conduta no transtorno de identidade de gênero”, com Emerson Marino, Elaine Frade, Fernanda Bonato e Eduardo Medici; “Controle glicêmico no ambiente hospitalar: como implementar os protocolos e usar o aplicativo para ajudar” com Otto Raffo e Urubatan Alberton e “Dilemas no consultório de endocrinopediatria: abordagem do magro constitucional e do micropenis” com Fabiano Sandrini e Mauro Sharf Pinto.  

 

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